sexta-feira, 29 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
A chuva e Eu
VAbençoados Sejam
Mais uma lição aprendida nas minhas andanças...
Indo até uma casa de asé buscar uma roupa que foi esquecida, sai de casa com uma leve garoa e enquanto fui a caminho do meu destino a chuva foi engrossando e engrossando até o ponto que eu mal enxergava o que estava a minha frente, era tão difícil ver que fui obrigada a diminuir a velocidade e ir no mínimo com os piscas alertas ligados.
Em determinado momento me bateu o desespero porque não tinha como parar o carro e ir adiante parecia loucura: a pista cheia de espelhos d água, carros em marcha lenta, chuva que o limpador de para brisa não dava conta.
Foi ai que me dei conta da vida em tempestade... Quando estamos em nossas tempestades emocionais e acabamos quase nos afogando em nós mesmos, nos debatendo e mesmo não enxergando nada não nos resta outra opção senão seguir adiante.
Nesse instante é preciso diminuir o ritmo, prestar atenção nos passos dados e ter os sentidos aguçados para tudo o que esta a nossa volta, de forma que possamos não perder a vontade de viver e nem de ir adiante.
É difícil encarar as separações e as distancias que o dia a dia vai nos colocando. Nossas tempestades internas são imensas e nem sempre quem esta a nossa volta tem o poder de enxergar isso. Devemos ficar mais atentos nossas palavras e atos matam dia a dia nosso amigo, nosso irmão, nós mesmos.
As favelas da alma vão se acumulando e de repente uma tempestade repentina pode por tudo o que temos a perder, porque esquecemos de criar laços e olhar para o lado. No entanto a chuva grossa nos obriga a diminuir o ritmo e nos ensina que a natureza tem o seu próprio ritmo e que respeitar isso é determinante para não se perder no caminho.
Dessa forma em momentos de grande turbulência o que nos resta é desacelerar e olhar par dentro de nós mesmos, refletir os erros e acertos e os novos rumos que se pode tomar. Tendo em mente que só temos a opção de dar um passo de cada vez e seguir adiante, estar atento às oportunidades e não desprezar uma mão estendida.
A água nos ensina a contornar os obstáculos e a não discutir com eles, pois isso pode ser fatal quando a chuva é forte.
Contendo a vida e a morte, optar por um dos lados é uma questão de compreender que vida e a natureza tem um ciclo sábio que nos leva a adquirir sabedoria e força para continuar caminhando rumo a uma evolução que quando dada a partida não tem fim.
Cris Gimenez
sábado, 9 de novembro de 2013
O que aprendi com os Urubus..
Abençoados Sejam
Hoje lição veio do urubu....
Na linha de rebentação do mar havia um grupo de urubus brigando por um peixe inerte.
Após ir e voltar andando na orla da praia e a cena me chamar a atenção parei alguns minutos para observar as aves enfiando o bico na barriga do peixe e puxando as tripas, disputando e brigando por algo que já estava em estado de putrefação.
Os urubus limpam. Comem e consomem o que não serve mais, o que é “lixo”. Nós precisamos muitas vezes de urubus em nossa vida. Pessoas que entram e levam com ela outros “lixos” que nos rodeiam.
Precisamos reciclar, morrer para renascer. Ousar entrar na escuridão para que a luz seja realmente um estado de “lucidez” em nossa existência. Esses pássaros que muitos têm nojo e repulsa tem um papel lindo na natureza: reciclar a morte!
Aqueles urubus mostram que ninguém escapa da morte e que o que você hoje acredita que é importante pode se transformar em um monte de lixo de um instante para o outro, que o que é muito valioso hoje se transforma em um monte de matéria inerte onde a principal função é alimentar urubus...
E ai me vem a ideia que alimentamos urubus diariamente: maus pensamentos, pessoas negativas, desmotivação, falta de espiritualidade... Largamos o que temos de melhor e deixamos apodrecer a beira mar para alimentar nossas dores e mágoas e esses urubus internos vão nos consumindo ate que não sobre sombra de vida ou de um brilho no olhar.
É preciso olhar além dos olhos para entender como é belo o ciclo da vida e como cada um ousando ser o melhor em sua missão pode fazer a diferença. Enquanto o urubu consome o que não tem mais vida o mar produz uma vida atrás da outra incessantemente. O ciclo é sem fim.
Dessa forma é importante jogar os lixos internos fora, tirar do peito emoções que estão em estado de putrefação, cortar “amizades” que sugam nossa vitalidade e deixar que as águas nos banhe e nos renove, porque o renascimento diário que nos leva a evoluir e crescer.
Urubus são os soldados de Deus que não permitem que o mal cheiro da alma atinja a beleza da criação.
Fiquem na luz
Cris Gimenez
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
A morte do Pardal
Adoro ouvir os pássaros cantar! Nessa época tem um sabia que fica cantando por aqui, adoro!
Mas ontem e hoje não foi o canto do meu amado sabiá que me chamou a atenção, mas um pardal morto que esta na calçada aqui do espaço há dois dias.
Ontem mesmo na chuva dois outros pardais estavam toda hora La, velando o corpo inerte do pássaro , quando humanos passavam eles voavam e em seguida voltavam para a mesma posição. Velando e um deles com algo no bico que deveri ser uma comida ou água para tentar reanimar o corpo inerte.
Isso me levou a refletir que hoje em dia não vejo esse cuidado com o outro, nem na doença, nem na morte, nem no dia a dia. Estamos tão distantes um do o outro que esquecemos de estabelecer laços e nos fechamos em nossos mundos.
Nossas relações são cada dia mais efêmeras e as decepções cada dia maiores com amizades e amores, convivemos com as pessoas e não as conhecemos, deitamos com ela e dormimos com o inimigo, abraçamos e somos esmagados pela falsidade....
Mas aqueles pássaros... Estavam ali... Debaixo de um chuva e um frio tremendo e mesmo assim não abandonaram um parceiro...
E nós não só abandonamos o barco do outro no primeiro erro que ele comete como abandonamos nossa própria essência deixando com que outras pessoas nos mate aos poucos dia a dia e nossa alma vi se esvaindo e a vida vai perdendo a cor.
Mas aqueles pardais não desistiram do outro, ficaram lá, naquele momento de tempestade. Porque se molhava muito um adulto, imagina um pássaro com poucas gramas... Ora ficava difícil voar com as asas todas molhadas, mas eles eram persistentes e estão lá ainda hoje.
Por alguns instantes um impulso de pegar aquele pássaro morto e colocar em um jardim ou arvore próximo daqui me tomou, mas não ousei, a cena que eu via me consumia e mil coisas e cenas da minha vida passaram naquele instantes: de gente que me abandonou a deriva e de outros que me resgataram quando eu pensei que ia morrer afogada.
Enfim aprendemos com tudo nessa caminhada mesmo...
Quando você acha que não tem mais respostas para uma determinada questão, vem uma quarta chuvosa, um pássaro morto e mostra que em tudo, absolutamente tudo podemos aprender a dar um passo adiante....
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Voltar a silenciar....
“Que cada coração que sangra, possa encontrar o rio que ameniza duas dores...”
As vezes a alma cansa... Ela pede descanso porque coração parece que não tem mais forças pra caminhar e para bater rumo a um objetivo.
Vejo nas minhas viagens e atendimentos o quanto as pessoas estão cansadas. E não estou dizendo de cansaço físico, mas aquele que vai bem mais longe.
As almas estão carentes de colo e de silêncio.
Sim... Carentes de silêncio... Não ouvimos, vamos atropelando o outro com nossos conceitos e vivências e esquecemos-nos de silenciar para ouvir. Na amizade e no relacionamento muitas vezes não estamos em busca de conselhos ou soluções, mas sim atrás de alguém que saiba nos ouvir, que nos dê um pouco de carinho e nos ofereça um abraço. Isso pode nos tirar de um abismo sem fim e acordar o que existe de bom no espírito já cravejado dos infortúnios do dia a dia.
Temos que prestar mais atenção no outro... Rir mais, se soltar, dançar... Reaprender a ler os sinais, assim como quando éramos crianças e sabíamos que nosso amigos estava meio triste mesmo quando ele sorria. Perdemos esse contato e claro que o resultado disso é essa avalanche de síndromes e remédios para os males da alma....
Mas a alma se cura com o contato com a outra alma. Somo feitos para ter parcerias, trocar experiências, tocar a pele, sentir cheiros. O isolamento e o trabalho excessivo nos tiram pequenos prazeres e resgatar isso é fundamental para uma vida saudável.
Ser responsáveis pelo que cativamos e cultivar os pequenos gestos diários e que fazem a diferença...
domingo, 15 de setembro de 2013
E vem a dor... E o medo da dor...
Nesse instante venho dizer que...
Nosso dia a dia é cheio de complicações e dificuldades e ai cada um segundo o seu senso de alegria e bem estar vai levando e contornando as situações... Às vezes com mais alegria, às vezes se sentindo mais estagnado... No final de tudo, faz parte os altos e baixos... A espiritualidade dentro da sua diversidade energética vai nos guiando e nos dando caminhos...
Mas nada me incomoda mais do que ver alguém amado em certa dificuldade e eu estar de mãos atadas... Não digo só no setor espiritual, mas no setor pessoal mesmo.
Quando você observa que a vida pode ir embora e que coisas simples podem resolver e por mais que você faça não consegue fazer com que esse “simples” comece a crescer e se tornar um gigante...
Tem certas perdas que vão muito além da matéria, do contato físico, colocam nossa mente em turbilhão e nosso coração na mais profunda tristeza, porque não é fácil ver partir alguém ou algo que se ama...
Por mais que se fale, por exemplo, da vida pós morte na hora que ela começa a chegar à sua porta nós mudamos por inteiro... Por mais que se fale em cura de doenças, no momento que ela atinge sue corpo físico a conversa é outra, porque a dor é única em cada um, em cada alma, em cada coração...
São dores e espinhos que nos acompanham nessa caminhada na Terra mas eu deixam marcas profundas e desafiam o poder da fé. Revivo na minha mente perdas e ganhos da minha jornada e me pergunto até onde meu conhecimento9que considero muito pequeno) pode ajudar numa hora que realmente necessito resgatar alguém, na hora que preciso de toda energia concentrada em um só ponto para que aquilo se torne realidade...
Aquele instante onde voce tem todas as possibilidades e ao mesmo tempo nenhuma....
Onde todas as portas estão abertas e ao mesmo tempo não estão...
Aquele instante onde você põe o joelho e Terra e torce para que tudo de certo, porque no fundo tem a certeza que certas dores se alcançarem suas carne serão insuportáveis...
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
E assim a vida vai....
“Disseste que se tua voz... Tivesse força igual a imensa dor que sentes..... Teu grito acordaria não só a sua casa mas a vizinhança inteiraaaaaa”(Legião Urbana)
Existe um preço alto que se paga na sinceridade e na autenticidade....
Não é fácil caminhar no todos os dias e falar o que se pensa. De tanto apanhar aos poucos vamos aprendendo a ficar mais calados e a selecionar as amizades, mesmo assim isso não nos livre de surpresas desagradáveis no meio do caminho e nem de que de repente você seja tomado de uma grande tristeza por ver suas palavras e suas atitudes destorcidas por pessoas que não tem coragem de andar com as próprias pernas. Que constroem suas vidas na sombra do outro, passando pro cima de quem ousa atravessar o caminho que elas traçaram para si.
Triste...
Ai algumas pessoas acabam saindo da sua vida, mas nunca do seu coração e os anos passam... Passam... E passam... E as palavras que foram ditas e distorcidas permanecem ecoando no tempo, isso faz com que algumas superações não aconteçam.
Infelizmente não sei ser diferente. Me chamam de grossa, arrogante , áspera... Que não demonstro sentimentos “suaves”. Talvez porque eu realmente não seja suave, não seja tão doce.... Minha intensidade vai à velocidade daquilo que sinto não daquilo que foi elaborado. Mas o preço da impulsividade vai se pagando com o tempo e com o próprio tempo aprendemos que isso pode matar não somente aos outros mas há nós mesmo.
Esses dias senti bem o preço da impulsividade de um amigo na pele... A explosão de uma emoção pode deixar o outro desnorteado, magoado, com milhões de pensamentos e revirando o próprio mundo para se fazer compreender e isso no fim parecer algo em vão: no calor das emoções ninguém ouve ninguém. Perde-se energia, tempo, carinho e a beleza que as coisas tem na sua pureza maior. Passado algumas semanas vendo esse mesmo amigo passar por outra situação de impulsividade, disse a ele que determinados atos impulsivos são piores que muitos feitiços.
Certas atitudes nos matam por dentro de tal maneira e com tamanha violência que é difícil e complicado juntar os cacos novamente. Impulsividade e sinceridade excessiva não funcionam. São dois pólos complexos que deixam marcas bem profundas.
Hoje, tive a experiência de reviver algo que já estava lá em algum canto guardado dentro de mim adormecido. E ao reviver esses momentos percebi o quanto as coisas ainda são doloridas. E percebi que apesar da sinceridade ser um risco imenso de perdas, ainda prefiro ela, porque me conserva o que tenho de mais puro, mesmo me causando imensas dores, mas também me traz um aprendizado imenso da natureza humana.
Prefiro acreditar que o que tem que ser será! Que o tempo se encarrega de colocar as coisas no lugar e que permanecerá na minha vida o que for verdadeiro e sincero.
Muitas perdas podem significar muitos ganhos, muitas renovações e muitas bênçãos inesperadas...
“Disseste que se tua voz... Tivesse força igual a imensa dor que sentes..... Teu grito acordaria não só a sua casa mas a vizinhança inteiraaaaaa”(Legião Urbana)
Existe um preço alto que se paga na sinceridade e na autenticidade....
Não é fácil caminhar no todos os dias e falar o que se pensa. De tanto apanhar aos poucos vamos aprendendo a ficar mais calados e a selecionar as amizades, mesmo assim isso não nos livre de surpresas desagradáveis no meio do caminho e nem de que de repente você seja tomado de uma grande tristeza por ver suas palavras e suas atitudes destorcidas por pessoas que não tem coragem de andar com as próprias pernas. Que constroem suas vidas na sombra do outro, passando pro cima de quem ousa atravessar o caminho que elas traçaram para si.
Triste...
Ai algumas pessoas acabam saindo da sua vida, mas nunca do seu coração e os anos passam... Passam... E passam... E as palavras que foram ditas e distorcidas permanecem ecoando no tempo, isso faz com que algumas superações não aconteçam.
Infelizmente não sei ser diferente. Me chamam de grossa, arrogante , áspera... Que não demonstro sentimentos “suaves”. Talvez porque eu realmente não seja suave, não seja tão doce.... Minha intensidade vai à velocidade daquilo que sinto não daquilo que foi elaborado. Mas o preço da impulsividade vai se pagando com o tempo e com o próprio tempo aprendemos que isso pode matar não somente aos outros mas há nós mesmo.
Esses dias senti bem o preço da impulsividade de um amigo na pele... A explosão de uma emoção pode deixar o outro desnorteado, magoado, com milhões de pensamentos e revirando o próprio mundo para se fazer compreender e isso no fim parecer algo em vão: no calor das emoções ninguém ouve ninguém. Perde-se energia, tempo, carinho e a beleza que as coisas tem na sua pureza maior. Passado algumas semanas vendo esse mesmo amigo passar por outra situação de impulsividade, disse a ele que determinados atos impulsivos são piores que muitos feitiços.
Certas atitudes nos matam por dentro de tal maneira e com tamanha violência que é difícil e complicado juntar os cacos novamente. Impulsividade e sinceridade excessiva não funcionam. São dois pólos complexos que deixam marcas bem profundas.
Hoje, tive a experiência de reviver algo que já estava lá em algum canto guardado dentro de mim adormecido. E ao reviver esses momentos percebi o quanto as coisas ainda são doloridas. E percebi que apesar da sinceridade ser um risco imenso de perdas, ainda prefiro ela, porque me conserva o que tenho de mais puro, mesmo me causando imensas dores, mas também me traz um aprendizado imenso da natureza humana.
Prefiro acreditar que o que tem que ser será! Que o tempo se encarrega de colocar as coisas no lugar e que permanecerá na minha vida o que for verdadeiro e sincero.
Muitas perdas podem significar muitos ganhos, muitas renovações e muitas bênçãos inesperadas...
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