Bom... O assunto é chato, mas me deu vontade de falar um pouco do outro lado do doente: o acompanhante, os amigos ou aqueles que ao longo do caminho se tornam amigos.
Se para o doente é complicado e doloroso saber do diagnóstico pior é quando o mesmo resolve contar a coisa pela metade ou aos pedaços e não rara às vezes pede sigilo ao médico. Em vez de aliviar piora a situação. A verdade é e sempre foi o melhor caminho a ser trilhado em qualquer situação.
O sofrimento começa quando se tem a dificuldade de compreender as reações no corpo e nas emoções. Quem esta do outro lado fica sem ação, com medo de estar fazendo ou dizendo algo errado. E sempre algo dá errado porque não se sabe que bendito terreno ao certo se esta pisando.
É o medo do doente do abandono, do futuro incerto, de ficar na dependência de alguém, de não vencer esse mal que de alguma forma atingiu aquela história de vida.
A incerteza de saber com o que esta se lidando exatamente faz com que a mente crie milhões de fantasmas, com que o coração fique aos pulos e não rara as vezes se entre em tristeza profunda por não se ter a mínima ideia de como agir.
Nos resta estar do lado, oferecer o abraço, os ouvidos e o coração. Estar ali independente do que ocorra.
O amor é esse ato de inutilidade, de se sentir de mãos atadas e com o coração em frangalhos mas ter a certeza de que você não saberia ter outra atitude que não seja essa: estar ali do lado para o que der e vier.
Mesmo que o silêncio do doente dilacere as chances de se compreender melhor com o que esta ocorrendo.
A missão de Deus ao qual tanto se chama nessas horas é colocar uma boa equipe médica e pessoas verdadeiramente preocupadas com a mais breve recuperação.
Em mostrar que pequenos gestos fazem grandes diferenças no dia a dia.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
O outro lado da porta.
sábado, 17 de janeiro de 2015
As velhas desculpas esfarrapadas...
Vou compartilhar com vcs uma situação que sempre acontece não só comigo mas também com outros colegas do esoterismo.
A pessoa consegue se virar para tudo menos para cuidar do espírito e muitas vezes abrimos exceção para pagar depois e elas simplesmente "esquece"
Mas desvios espirituais podem ser mais sérios que doenças no corpo.
O que muitos não entendem é que cuidando do espírito muita coisa anda, muito queda é amenizada e ate evitada, muitos obstáculos podem ser superados.
Essa semana atendi uma pessoa que passa comigo há alguns anos e em tempo atrás o pai dela foi avisado do que ele passaria se não cuidasse de um . problema ancestral (detalhe que no dia dei a data que isso ocorreria pois estava muito escancarado no mapa), mas ele escolheu outro caminho e na data karmica dele veio a decadência que levou ao desencarne avisado.
E engraçado que a coisa e no grupo familiar, mas preferem gastar em tudo menos naquilo que poderia dar um caminho de paz.
E todo ano jogo para alguém dessa família, todo ano um ciclo se repete por ouvir e não agir.
Me lembra isso que a fé sem ação é uma fé morta e que quando vc esta avisado não pode reclamar dos resultados.
É lamentável ver que aquilo que faz a alma crescer e fax aparecer em nossos caminhos a prosperidade e a fartura e trocado po um passeio com gastancias em um shopping, uma balada cara, uma viagem, carros e roupas.
E vão depois atras de caridade nas casas de umbanda e outros meios espiritualistas e acham que os espíritos tem obrigação de fazer e acontecer.
E perguntam "ele não esta vendo que não tenho condições nem de comprar uma vela?"
A vela talvez não, mas com certeza se a proposta for de encontro a um prazer fútil ou algo que o ser considere "imperdivel" ou muito milagroso a pessoa pega dinheiro até com o agiota.
Não há preocupação em arar, semear e regar a terra.
Mas quando o vizinho que calado cuidou de si e começou a colher frutos tem uma árvore frondosa no seu terreno ele se pergunta por que o outro e não ele.
"Quem quer fazer alguma coisa encontra um jeito, quem não quer fazer nada encontra uma desculpa"




